Cuidados Pós Tatuagem, por Zen!


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domingo, 17 de junho de 2007

A História das Pin-ups - parte 1, por Zen.


A História das Pin-ups - parte 1, por Zen.


Pin-ups são ilustrações, ou mesmo fotografias, de lindas mulheres em cenas corriqueiras, poses e roupas provocantes, porém sem nenhuma vulgaridade e sim sensualidade. Linda, sexy, sorridente, ingênua. Assim é o estereotipo da pin-up, uma garota de papel, desenhada ou fotografada, numa revista ou num calendário, a pin-up não é uma mulher de verdade e sim uma fantasia. O conceito clássico de uma pin-up é ser sexy e ao mesmo tempo inocente. Estar vestida, mas em alguma posição ou situação que revele sensualmente partes do corpo, sem querer, ao acaso. Só isso já era suficiente para alimentar a fantasia masculina. Uma verdadeira pin-up jamais pode ser vulgar ou oferecida, pode somente ser convidativa.

O termo “pin-up” surge nos anos 40, mas as belas são filhas da revolução industrial. É no século 19 que são obtidas as condições para a consagração dessas mulheres quando surgem os meios de produção das imagens em massa, uma classe média urbana e uma sociedade mais aberta à representação da sexualidade feminina. Aos poucos vão sendo difundidos, na Europa e nos Estados Unidos, os calendários sexys, os cartões-postais e os pôsteres de atrizes de teatro, por vezes desnudadas e sempre sensuais. O ato de se pendurar essas imagens nas paredes se chama pin-up.


No final do século 19, o teatro de revista vivia o seu auge e transformou dançarinas em estrelas, fotografadas para revistas, anúncios, cartões e maços de cigarros sempre com muita voluptuosidade. Em uma época em que a sensualidade ainda era um tabu, imagens de mulheres fortes em cenas cotidianas, poucamente vestidas, fotografadas, pintadas ou desenhadas, começavam a construir uma história que já dura mais de um século.

O sucesso dos cartões e calendários foi tal, que estimulou editores a lançar revistas especializadas, as chamadas girlie magazines, onde exibiam pin-ups vestidas de coristas, marinheiras, enfermeiras e outros uniformes-fetiches. Mas é a revista americana Life que vê surgir o primeiro grande fenômeno pin-up, em 1887: a Gibson Girl. Desenhada por Charles Dana Gibson, ela é burguesa, chique e está… vestida! Mesmo se os trajes de banho que descem até os joelhos, parecem ser claramente ousados. Enquanto as sufragistas, nas ruas, são alvos de vaias, que os jornais populares zombam da New Woman que pretende trabalhar e ser independente, Gibson impõe esta nova mulher como um ideal romântico. Com um belo corte de cabelo; bem arrumada, ativa e segura de si, a Gibson Girl seduz os homens com o seu charme, e as mulheres com as suas roupas na moda. Em 1903, Gibson é o ilustrador o mais bem pago do país.

Pin-ups uniformizada de Gil Elvgreen
Calendário de 1951

Já nos anos 40, época da segunda guerra mundial, as imagens das lindas mulheres em poses provocantes, começam a ser usada nos exércitos para “acalmar” os ânimos dos soldados, que as chamavam de “a arma secreta”. Numa época em que mostrar as pernas era atitude subversiva, fotografias de mulheres nuas poderiam significar atentado ao pudor. O jeito de satisfazer a solidão dos soldados e a curiosidade dos adolescentes era fabricar modelos de lápis e tinta, que reproduzissem o padrão de beleza considerado ideal: seios fartos, pernas grossas, cintura finíssima.

A popularidade dessas imagens era tanta que o próprio governo começa a se utilizar delas, no intuito de aproximar seu povo de seus ideais. Ela é então requisitada pelo exército para reforçar o moral dos soldados. Passam a cobrir seus corpos nus com a bandeira estrelada, alistam-se como enfermeiras, trajam o uniforme da marinha americana. De um símbolo sexual libertino, a pin-up é elevada à patente de deusa guerreira e acaba personificando a mulher americana - segura de si e audaciosa. Cartazes militares recrutando soldados e imagens de pin-ups vestidas com roupas e motivos militares e patriotas passam a ser comuns entre os jovens americanos. Os soldados britânicos também têm a sua pin-up: Jane, uma espiã de pouca roupa a serviço da Sua Majestade, é publicada em histórias em quadrinhos no Daily Mirror.

Os governantes então passam a permitir que seus soldados carreguem suas mulheres por toda parte, chegando a lhes enviar livros e revistas com pin-ups. Anônimas e atrizes de cinema espalham-se pelas paredes dos dormitórios e portas dos armários dos soldados, dentro dos seus abrigos, discretamente incentivada pelas autoridades militares.

Pin-ups "a arma secreta"
A admiração pelas mulheres pintadas era tanta que elas eram até pintadas sobre as fuselagens, nos “narizes” de muitos aviões de combate, como símbolo de boa sorte. Essas pinturas em aviões foram chamadas de nose art.
A Nose art
Já nesta época a revista Esquire começa a publicar em suas edições desenhos de pin-ups. Pouco tempo depois elas passariam a ter seu próprio caderno na revista. De 1942 a 1946, nove milhões de exemplares da revista são enviados gratuitamente para as tropas americanas em guerra. Além disso, em 1942, quando os Correios americanos ameaçam retirar as tarifas privilegiadas da revista, sob o pretexto de que os seus desenhos são “pornográficos”, ela ganha seu processo, baseando sua defesa o papel patriótico das suas criaturas de sonho.
Revista Esquire - dezembro de 1949
(capa e interna)

Revista Esquire - janeiro de de 1948 (interna)

Desde então as pin-ups se tornaram símbolo sexual apreciado e consumido de diversas maneiras. Figurinhas, cartões, isqueiros, copos, cinzeiros, revistas, baralhos... Além dos comerciais que também empregavam pin-ups em suas marcas, como a Coca-cola, por exemplo, que durante muitos anos se utilizou dos desenhos em seus comerciais.
Baralho de pin-up
Cartões de pin-up


Revistas de pin-up
Objetos de pin-up (cinzeiros, envelopes, cadernos...)

Propagandas da Coca-cola

Outras propagandas

Tattoos de pin-ups


Próximos capítulos:
O segundo texto da série A História das Pin-ups trará a história de ícones pin-ups como Marilyn Monroe, Rita Hayworth e Betty Grable.
O terceiro texto trará a história de Betty Page, a pin-up mais famosa de todos os tempos e a única mulher a receber o título de Miss Pin-up do Mundo.
O quarto e último capítulo trará os ilustradores mais famosos dessa arte tão admirada há mais de um século. Alberto Vargas, Earl Moran, George Petty, Gil Elvgreen, alguns dos melhores artistas da arte.



Confiram todos os textos dessa série: A História das Pin-ups

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Morre Bettie Page: A Pin-up Miss Mundo



Bettie Page, 85 anos, símbolo das pin-ups nos anos 50, morreu nessa quinta-feira em Los Angeles, às 18h41, vítima de uma forte pneumonia. A ex-modelo estava internada na UTI há três semanas em decorrência de uma ataque cardíaco. Há cerca de uma semana, ela sofreu outro enfarte e estava em coma. Bettie Page, uma secretária que virou modelo, é considerada uma das pioneiras da revolução sexual nos anos 60. Ela atraiu atenção com fotografias sensuais, que viraram pôsteres por todos os Estados Unidos. Quem gosta do símbolo pin-up, reconhece Bettie como a mais famosa pin-up da história. Evangélica convertida, ela não se deixava fotografar desde os anos 90.


A história da vida de Bettie Page e sobre pin-ups, você lê no link: A História das Pin-ups - Parte 3 - Betty Page, a Pin-up Miss Mundo, neste blog.

Confira a História das Pin-ups nos links:

A História das Pin-ups: Parte 3 
Link: http://oblogdozen.blogspot.com.br/2007/12/histria-das-pin-ups-parte-3-por-zen.html

quinta-feira, 26 de julho de 2007

A História das Pin-ups - parte 2, por Zen.

.Marilyn Monroe, Rita Hayworth & Betty Grable
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Ela nasceu Norma Jeane Mortenson no dia 1º de julho de 1926, em Los Angeles, Califórnia. Filha de Gladys Baker. Como a identidade de seu pai era desconhecida foi batizada Norma Jeane Baker. Sua mãe trabalhava nos estúdios RKO como editora de filme, mas problemas psicológicos a impediram de permanecer no emprego. Levada para uma instituição mental, obrigou Norma Jeane a passar grande parte de sua infância em casas de famílias e orfanatos, até 1937 quando mudou-se para a casa de Grace Mckee Goddard, uma amiga da família. Em 1942 o marido de Grace foi transferido para a costa Leste e, como o casal não tinha condições financeiras para levar Norma Jeane, então com 16 anos, ela se viu a beira de duas opções: voltar para o orfanato ou se casar com seu namorado há seis meses Jimmy Dougherty, de 21 anos. No dia 19 de julho de 1942, ela se casou. Ficaram juntos até Jimmy entrar para a marinha e ser transferido para o Pacífico Sul, em 1944. Após sua partida, Norma Jeane começou a trabalhar na fábrica Radio Plane Munition em Burbank, Califórnia.
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Alguns meses depois, o fotógrafo Davis Conover a viu enquanto tirava fotos para a revista Yank, de mulheres que estavam ajudando durante a guerra. “Ela é um sonho para qualquer fotógrafo”, dizia Conover que a fotografou e começou a lhe enviar propostas de trabalho como modelo. Foi nessa época que começou a fortografar como pin-up principalmente para Earl Moran (falaremos dele no quarto capítulo desta série).
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Em dois anos tornou-se uma modelo respeitável e estampou seu rosto em várias capas de revistas. Ela começou a estudar o trabalho das lendárias atrizes Jean Harlow e Lana Turner, e inscreveu-se em aulas de teatro sonhando com o estrelato. Jimmy retornou em 1946, o que significou que Norma Jeane tinha que fazer outra escolha, desta vez entre seu casamento e sua carreira. Divorciou-se de Jimmy no mês de junho e assinou seu primeiro contrato com a 20th Century Fox em 26 de agosto. Ganhava $125 por semana. Pouco tempo depois, tingiu seu cabelo de loiro e mudou seu nome para Marilyn Monroe. Monroe era o sobrenome de sua avó.

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Marilyn, ainda como Norma Jean, posando para Earl Moran. A direita o desenho já finalizado..
A pin-up mais célebre do século 20, Marilyn Monroe, contribuiu de maneira considerável para impor o clichê da boneca loira, passiva e inocente, à espera do bem-querer do homem. Marilyn Monroe encarna este clichê com perfeição em 1949, mas quando é publicado o calendário Golden Dreams ela, já famosa, recebe do estúdio a incumbência de negar que as fotos são dela. A jovem mulher opta antes por revelar a verdade aos jornalistas e acaba sendo transformada, em pouco tempo, num símbolo sexual do cinema nos Estados Unidos. Sempre provocativa, uma vez quando perguntada por um repórter o que ela usava para dormir, respondeu: “Duas gotas de Channel Nº 5”, um famoso perfume da Channel. O ícone mítico e sorridente fará a sua glória, mas também causará a sua desgraça: é difícil impor-se como uma atriz séria quando você encarnou a loira descerebrada cujo vestido é levantado pelo vento. O resto de sua vida, como dizem, virou história. O romance com o presidente americano John Kennedy, seu casamento com o escritor americano Eugene O´neil, inclusive sua morte por overdose de barbitúricos..
Marilyn pin-ups. Ao centro, o poster central do calendário Golden Dreams feito quando ainda era uma aspirante ao estrelato.
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Na época de Marilyn, o apolo Tab Hunter é recrutado pelos estúdios para encarnar junto as adolescentes o solteiro branco, loiro, tranqüilizador e viril, contra o bad boy Marlon Brando. O pobre ator, que se vê obrigado a concluir todas as suas entrevistas com um comentário fazendo a apologia da vida matrimonial, é na realidade homossexual… Revelação feita anos mais tarde quando contou sua vida dupla num best-seller amargurado, Tab Hunter Confidential de 2005.
.Rita Hayworth
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Porém, nessa mesma época era Rita Hayworth quem abusava da popularidade de sua Gilda. Uma foto da eterna Gilda vestida com camisola transparente foi transformada em desenho e invadiu os acampamentos. Com ela Rita se tornou a segunda no ranking dos soldados em batalha. Margarita Carmen Cansino, ou depois, Rita Hayworth, nasceu no dia 17 de outubro de 1918, em Nova Iorque, EUA. Filha de dançarinos ciganos, Rita subiu pela primeira vez aos palcos aos 12 anos de idade. Ao longo de sua adolescência se apresentou nos mais diversos casinos da fronteira EUA e México, onde, certa vez, um barman se apaixonou por ela, criando, em sua homenagem, o tão famoso drink Margarita. Em 1935 assinou com a Fox, devido sua naturalidade ao interpretar, fazendo várias pontas em filmes pequenos. Anos depois assinaria com a Columbia, onde atuou com grandes nomes como Fred Astaire e Genny Kelly. Nos anos 40 se firmou como uma das melhores dançarinas de Hollywood e a maior estrela romântica da década. Em 1940 com sua atuação no filme Gilda sua popularidade a transformaria na maior estrela do cinema.
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Rita Hayworth, eterna Gilda...
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Casou-se cinco vezes. Uma delas, a segunda, como o famoso diretor Orson Welles. É dele o filme considerado o melhor da história do cinema, Cidadão Kane, de 1941. Outra vez, em 49, casou-se com o príncipe Aly Khan, o grande playboy da época, quando interrompeu sua carreira. Essa pausa lhe custaria muito caro. Ao se divorciar dois anos depois ela não mais alcançaria a fama anterior. "Os homens vão para a cama com Gilda, mas acordam comigo", dizia. A vida privada de Rita Hayworth, aliás, não teve tantos finais felizes como os filmes que interpretava. Comenta-se que a atriz teria sofrido abuso sexual do pai ainda na infância. Seu último filme data de 1972, “Ira Divina”, depois disso retirou-se da vida pública para se dedicar aos tratamentos para combater o Mal de Alzheimer, doença da qual faleceu no ano de 1987.
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Nem Marilyn nem Hayworth, porém, conseguiram desbancar a lendária Betty Grable. Ela foi a pin-up mais famosa daquela época posando de maiô sempre com um sorriso convidativo, transformou-se na amante imaginária predileta dos soldados. Betty também foi atriz e chegou a protagonizar, em 1944, um filme chamado Pin-up Girl, na qual interpretava uma dançarina.
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Elisabeth Ruth Grable, a Betty Grable, nasceu em 18 de dezembro de 1916, em St. Louis, Missouri, nos Estados Unidos. Desde muito pequena, por conselho de uma mãe autoritária, aprendeu a dançar e cantar. Na adolescência mudou-se para Califórnia onde começou a estudar interpretação, chegando a estrear, com apenas 13 anos, com pequenas participações em longas metragens como “Happy Times” de 1930..
Cartaz de Pin-up Girl, com Betty Grable de 1944.
Em 1937 se casou com Jackie Coogan, então famoso por sua atuação enquanto criança no filme “O Garoto” de Charlie Chaplin, onde, ainda criança, atuou ao lado de uma das maiores lendas do cinema. Divorciaram-se no ano seguinte. Nos anos 40 ela se tornaria uma estrela de alcance mundial. Nesta época teve suas pernas seguradas pelos estúdios da 20th Century Fox no valor de um milhão de dólares por perna.
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Já famosa posou como pin-up para os aviões dos soldados americanos da Segunda Guerra Mundial, olhando para trás por sobre o ombro direito, transformou-se na maior pin-up do mundo na época. Sua imagem foi posteriormente incluída numa lista compilada pela revista LIFE como uma das 100 Fotos que Mudaram o Mundo. Em 1943 casou-se novamente, agora com o músico Harry James, com quem esteve por 22 anos. Em 1955 se retirou do cinema dedicando-se somente ao teatro e a televisão. No dia 5 de julho de 1973 morreu em Santa Mônica, Califórnia, vítima de um câncer de pulmão.
Betty Grable e sua mais famosa foto. Nose art nos aviões da Segunda Guerra.
Enquanto os combates estiveram no auge, a pin-up exibe orgulhosamente sua glória e sua independência. Mas ao fim da guerra o mundo vê se impor a pin-up fotografada. Isso muda por completo as regras do jogo. Os anos 50 são conservadores. Neles a mulher passa então a encarnar papéis mais tradicionais. É a era da virgem eterna e do avião loiro e ingênuo. No decorrer dos anos, o mercado da pin-up se vê limitado às revistas para homens. Em 1953, uma nova revista, a Playboy, toma o lugar da Esquire, que se desinteressou de uma vez por todas da pin-up. A primeira playmate das páginas centrais é ninguém menos que Marilyn Monroe. Por trás das suas reivindicações de liberação sexual, a revista faz da pin-up uma boneca sem personalidade. As poses são previsíveis, as fotos retocadas, as modelos são fotografadas no frio para que seus mamilos fiquem arrepiados. A pin-up dessa geração se afastou do grande público.
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Ainda nos anos 50 surge uma nova pin-up, em fotografia claro, considerada por todos a mais famosa da história e também a mais ousada e provocativa de todas. Seu nome? Bettie Page, a Miss Pin-up Girl do Mundo. A única mulher a receber esse título na história.
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Tattoos de pin-ups
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Próximos capítulos:O terceiro texto da série A História das Pin-ups trará a história de Betty Page, a pin-up mais famosa de todos os tempos e a única mulher a receber o título de Miss Pin-up do Mundo.
O quarto e último capítulo trará os ilustradores mais famosos dessa arte tão admirada há mais de um século. Alberto Vargas, Earl Moran, George Petty, Gil Elvgreen, alguns dos melhores artistas da arte.



Confiram todos os textos dessa série: A História das Pin-ups

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

A História das Pin-ups - parte 3, por Zen.

Betty Page, a Pin-up Miss Mundo

Betty Mae Page nasceu em 1923, em Nashville, Tennessee. Sendo a segunda de seis filhos de uma família muito pobre. O divórcio de seus pais, o beberrão Walter Roy Page e Edna Mae Pirtle (dizem que ela era a encarnação do demônio), quando tinha dez anos fez com que ela e duas de suas irmãs fossem enviadas para um orfanato e ali ficassem durante alguns anos.
Betty ainda criança, aos seis anos.
Desde jovem, Bettie mostrava grande interesse pelo cinema e a vida de modelo, chegando a ser a coordenadora do grupo de Arte Dramática da sua escola em seus anos de adolescência que não foram nada fáceis. Em 1943, aos vinte anos, casou-se com Billy Neal, e mudaram para San Francisco, lugar onde lhe ofereceram o primeiro trabalho como modelo. Bettie divorciou-se em 1947 e mudou-se para Coney Island, onde conheceu Jerry Tibbs em 1950. Ele era um fotógrafo amador que fez as primeiras fotos de Bettie como "pin-up".

Betty aos 23 anos, ainda trabalhando como secretária.
Bettie ficou famosa rapidamente e foi capa de várias publicações populares da época como Eyeful, Beauty Parade ou Wink. Em 1955 recebeu o título de A Miss Pinup Girl do Mundo (título nunca mais outorgado a ninguém) e em janeiro do mesmo ano ano converteu-se na Playmate do mês de janeiro da recém nascida revista Playboy, cujo director, Hugh Hefner, se converteu num dos maiores benfeitores de Bettie até os dias atuais.

Os fotógrafos Irving Klaw e Bunny Yeager transformaram-na no maior ícone sadomasoquista já existente. Em 1958, depois de casar-se com Armand Walterson, Bettie desapareceu da vida pública por uma razão ainda hoje desconhecida; alguns dizem que foi por causa do casamento com Walterson outros que foi ameaçada pelo então presidente do Senado Carey Estes Kefauver que era contrário aquele tipo de fotografia feita por Irving Klaw.


O que se sabe é que poucos meses após seu casamento com Walterson, Bettie converteu-se numa devota religiosa cristã. De paradeiro desconhecido atualmente, não gosta de ser fotografada, a última foi feita em 2003 depois de muita insistência dos fotógrafos. Duas controvertidas biografias não autorizadas são "best-sellers" na gringolândia. Também não costuma dar muitas entrevistas; uma delas, em 1962, foi o motivo do seu divórcio de Walterson.
Betty nas gravações do filme sobre sua vida, The Notorious Bettie Page. Ela não gostou nem um pouco do resultado do filme.
Betty aos 81 anos., Esta foi a última foto tirada de Betty. Dizem que ela não gosta mais de ser fotografada.
A beleza de Betty e uma das muitas tattoos de seu retrato. Betty Page virou febre entre os admiradores das tattoos sobre pin-ups.

Produtos sobre Betty também viraram febre.


Desenhos de Betty da década de 50.Desenhos atuais. Artista: Armando Huerta.
Tattoos de Pin-up




Confiram todos os textos dessa série: A História das Pin-ups

terça-feira, 3 de maio de 2016

Después de tatuaje Cuidado con Zen!

Zen texto, Google Traductor


  Hasta ahora, nunca quiso escribir sobre lo que la atención post-tatuaje aquí en el blog que han notado, los mayores de 13 años de trabajo y más de 10.000 tatuajes hecho, cuánto cambia tatuador para tatuador, siempre que entra en tener la razón luchar y la desconfianza entre los profesionales de medio de ella. Confieso que la cantidad de información de varios posibles me hizo daño muy temprano, lo que me obligó a ir después de contenidos teóricos y prácticos sobre el tema, y ​​una gran cantidad de intercambio de información con otros compañeros, dermatólogos, nutricionistas. Sin embargo, debido a la falta de buenos textos sobre el tema en Internet o en revistas, después de bastante estudio y la investigación teórica y práctica sobre el tema, decidí dar mi colaboración como debe ser la atención post-tatuaje que una necesidad recién tatuado tener. Aquí vale la pena destacar que no defienden ninguna verdad absoluta, no hay corriente de opinión, ni siquiera suponer una mano en el tema, simplemente dejar mi opinión basada en mi experiencia como tatuador y tatuada para ayudar a cualquier persona interesada en el cuidado lo mejor de su recién hecha tatuaje, buscando el mejor resultado para ella, después de todo, es lo que digo, su tatuaje será para siempre. Bello o feo, que siempre lo hará.

Inicialmente, dos premisas deben ser entendidos:
En primer lugar: Un tatuaje es una herida. Aunque superficial, es una herida. Su piel se pinchó varias veces, de modo que la pintura se dejó en la piel.
Segundo: La tendencia de un nuevo cuerpo tatuado es eliminar la mayor cantidad de

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Tatuagem é coisa de VAGABUNDO! A origem do preconceito, por Zen


Atualmente a tatuagem tem, lentamente, recebido o status de arte, a body art. Tem conseguido também cada vez mais diminuir o preconceito existente entre uma sociedade que discrimina a tatuagem, os tatuados e os tatuadores. Porém o preconceito continua enraizado, incomodando e causando estranhamento na hipócrita sociedade contemporânea. A pergunta então é: De onde vem esse preconceito, uma vez que marcar o corpo com tinta é uma prática que vem desde a Antiguidade? É bom lembrar que já foi encontrada uma múmia de mais de 5 mil anos tatuada. Em certas tribos aborígenes as tatuagens marcavam a passagem para a idade adulta. Em outras elas tinham seus significados sociais, onde indicavam até qual o status daquele membro dentro da sua tribo, além de ser utilizada em muitos rituais religiosos. Para entender melhor isso é necessário voltarmos à Idade Média. Uma época onde a maior força político-social-religiosa era a Igreja Católica. 

O papa Adriano I, que pontificou dos anos de 772 a 795,  guiou a Igreja com firmeza e disciplina na fé, reconstruiu os muros de Roma e os aquedutos, protegeu as artes e a agricultura, mas no ano de 787, proibiu e baniu a tatuagem considerando-a uma prática demoníaca, como vandalismo do próprio corpo, o que vilipendiava o templo do Espírito Santo. Historicamente o declínio da tatuagem tribal na Europa ocorreu com a expansão do Cristianismo. O declínio entre outros povos começa durante a tentativa européia de se converter povos aborígenes ao cristianismo, alegando que tais práticas de se marcar o corpo eram práticas pagãs.


É bom entendermos que desde o início dos tempos a Igreja Católica buscava acabar com qualquer sinal ou influência das religiões pagãs e com isso atrair pra si todos os pagãos, tornando-os fiéis apenas ao catolicismo. Como meio de iludir os fiéis essa Igreja passou a inserir símbolos pagãos em situações sempre pejorativas para as crenças pagãs, favorecendo assim seus interesses. O tridente de Posseidon, deus dos mares na cultura pagã grega foi representado como sendo de Satanás, o chapéu do mago inglês foi transferido para as bruxas, assim como a imagem da mulher continuava sendo sacrificada pela Igreja. Eva comeu a maçã. Maria Madalena era prostituta - erro que fez o papa João Paulo II pedir perdão à humanidade em 1967. Miriam era apenas a irmã de Maomé, quando historicamente foi muito mais que isso e de extrema importância para a unificação dos povos árabes. Exemplos que ilustram de que forma a Igreja sempre buscou denegrir a imagem da mulher e acabar com sua importância para a humanidade. 

Outra grande arma da Igreja apontada contra qualquer coisa que atrapalhasse seus interesses foi a Santa Inquisição. Arma de extermínio em massa apontada principalmente contra a mulher, onde qualquer mulher que pensasse, se vestisse ou tentasse qualquer ato contra a vontade de pais, maridos, governantes era bruxa e passível de ser queimada viva nas fogueiras. Na Inquisição, ou Idade das Trevas, milhões (estimam-se entre 75 e 100 milhões de pessoas), de mulheres foram queimadas vivas nas fogueiras da Europa, além de muitas outras formas sabidas de tortura, monstruosas e desumanas, sob a alegação de serem bruxas. Mas quem eram essas bruxas? Qualquer mulher que se vestisse, se portasse ou mesmo pensasse diferentemente do que queriam seus pais ou maridos ou governantes. Para elas: fogueiras... Joana D´Arc, quem não se lembra? Nesta época quaisquer marcas na pele, congênitas ou não, cicatrizes ou tatuagens eram suficientes para servir de pretexto para se incriminar uma pessoa. A Igreja então baniu todas as marcas nas peles e seus portadores eram hereges passíveis de julgamento devido seus sinais demoníacos. Dentre todos esses sinais estavam as tatuagens. Em diversas culturas, primitivas ou não, marcar a pele de forma definitiva sempre foi símbolo de distinção social, etária ou religiosa. Porém permitir que esses símbolos fossem incorporados a cultura cristã era inconcebível pois traria para a Igreja símbolos de outras crenças, as pagãs. A Igreja passa então a considerar malditos todos que portassem esses símbolos e os caçavam impiedosamente. 

Os anos passam e começam as navegações. Com elas surgem várias novas sociedades, culturas, povos e continentes. Novamente o ato de se marcar o corpo com tinta é percebido como prática comum entre esses povos. Banida na Europa a tatuagem começa a ganhar força nos outros continentes, inclusive entre a nobreza. Em pouco tempo a grande transferência de culturas e costumes das colônias para as monarquias leva a “moda” novamente para as cortes do velho continente.


Ainda malvista pelo clero e pela sociedade fortemente influenciada pela doutrina cristã, a tatuagem era denominada uma prática pecaminosa. Mania entre os artistas e nobres – classe historicamente ligada às farras, festas, vinhos e luxos, atribuições de vagabundos – a tatuagem passa a ser coisa de vagabundos, proibida assim nas igrejas, nos exércitos e na política. Chega a Revolução Industrial e com ela as normas administrativas de indústrias e empresas que não queriam ver em seus funcionários símbolos ligados a pessoas que não eram trabalhadoras. Nessa época possuíam tatuagens os vagabundos e os marinheiros, pessoas sem apego a ninguém, que geralmente detinham várias famílias por onde passavam. 
Com a circulação dos marinheiros ingleses, anos mais tarde, a tatuagem volta a entrar em contato com muitas civilizações pelo mundo. No ano de 1879 o Governo da Inglaterra adotou a tatuagem como uma forma de identificação de criminosos. a partir daí a tatuagem também passou a ter uma conotação de fora-da-lei. 

Entre os anos de 1840 e 1970 foram criados e amplamente divulgados os Circos dos Horrores, ou Freaks Shows,como eram chamados. Circos onde eram expostas anomalias de todas as formas. Pessoas que nascessem com alguma anomalia ou deformação física e congênita, amputados e... tatuados! Sim, pessoas que possuíssem suas tatuagens a mostra, no corpo ou rosto eram expostas no circo como uma atração de anomalia. Alguns circos se gabavam de ter como uma dessas apresentações bizarras um tatuador em pessoa.

No século XX começam a surgir as Tribos Urbanas. Os surfistas surgem, lá pelos idos de 1940 e 50, como uma trupe de jovens apaixonados por esportes de aventura e adquirem a mania de tatuar seus corpos. Novamente a tatuagem era vista como um ato de bons vivants, ou como chamavam os mais idosos, vagabundos. O surf hoje é visto como um esporte, porém seus praticantes até hoje são vistos como jovens vagabundos. 

Depois dos surfistas surgem os hippies na década de 1960, movimentos de comportamento coletivos de contracultura, onde eram adotados modos de vida comunitários, quase um socialismo libertário, em estilo de vida nômade em comunhão com a natureza, onde eram defendidas as questões ambientais e pacíficas, pró fim de guerras, a prática de nudismo e a emancipação sexual, além do amor livre. Eram almejadas a transformações da sociedade como um todo, pela contracultura, através da tomada de consciência, da mudança de atitude e do protesto político. Nessa tribo a tatuagem também foi amplamente difundida e eles eram tido pela sociedade como reacionários, libertinos e vagabundos. 


Dentro do contexto de contracultura dos hippies, surgem os punks, cujo aspecto reacionário surge como um movimento revolucionário que se baseia na subversão não coerciva dos costumes do dia a dia. Esse movimento se iniciou em 1974 e era caracterizado quase que totalmente por ser um estilo baseado em música, moda e comportamento. Inicia-se a era do faça-você-mesmo, do interesse pela aparência agressiva, da simplicidade e do sarcasmo niilista. Muitos punks, em busca dessa aparência agressiva mudaram seus cabelos e inseriram em seus corpos muitas tatuagens. Por ser um estilo onde predominavam jovens, cheios de rebeldia e agressividade. Os punks foram taxados de vagabundos.


Dessa vertente saíram os Skinheads, ou cabeças raspadas. Uma subcultura originária dos jovens da classe operária do Reino Unido nos anos finais da década de 1960 e mais tarde espalhada pelo resto do mundo. entretanto ao final dos anos 1970 a raça e a política viraram fatores determinantes entre esses jovens. Esses jovens então começam a marcar seus corpos com tatuagens repletas de símbolos e marcas que representassem suas ideologias. Por ser um movimento entre jovens despreocupados com suas aparências, também foram taxados de vagabundos.


Os motoqueiros, ou rockers, ou greasers (graxas, pois modificam suas motos) e suas gangues, surgiram no final dos anos 1970 como uma turma de jovens rivais aos punks que usavam as tatuagens para simbolizar os locais por onde já haviam viajados e para marcar sua pele com peças das motos e a marca da gangue. Pelo fato de muitas dessas gangues serem arruaceiras e briguentas, além do consumo de drogas e álcool que surgiu anos depois, eles também ficaram com o esteriótipo de vagabundos.


Ao final dos anos 1970 e durante os anos de 1980 surgem os góticos, uma subcultura também derivada do pós-punk, uma subcultura associada diretamente a música, estética visual, que se utiliza de muitas referências de manifestações artísticas e culturais. Um movimento que também utilizou e muito da tatuagem pra representar suas vontades e mazelas. É importante lembrar que juntamente a todas essas tribos urbanas surgiram os skatistas, desde os anos 60, que também eram visto como jovens vagabundos e que se utilizavam também da tatuagem como uma forma de manifestar seus desejos.


A gerações atuais foram as primeiras a elevar o status da tatuagem como arte. Isso logicamente colaborou para que o tatuador fosse um profissional e não mais uma pessoa que sabe apenas desenhar, ou acha que sabe. Isso elevou e muito a qualidade dos materiais, tintas, pomadas, agulhas e das máquinas, bem como as condições de higiene e saúde para quem vai se tatuar. Apesar do preconceito e da discriminação social, religiosa e profissional, ainda que de forma velada, que perdura até hoje, a tatuagem atualmente é vista como forma de expressão e ainda de rebeldia. Muitas mulheres tatuam seus corpos hoje. Muitas atrizes. Muitos artistas. É bem verdade que tatuam pois a qualidade da tatuagem mudou muito. Isso ajuda a diminuir o preconceito, ainda que muito lentamente. Afinal, como se luta contra séculos de história?


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